O presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, afirmou neste sábado (18) que o partido mantém negociações com o Podemos para uma possível composição na chapa presidencial do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, nas eleições de 2026. Segundo Ribeiro, ainda não há definição sobre quem ocupará a vaga de vice, mas a expectativa é concluir as conversas até 5 de agosto, prazo final para as convenções partidárias. A informação foi confirmada durante entrevista coletiva após o Encontro Nacional do Novo, realizado em São Paulo.
Ribeiro destacou que mantém diálogo direto com a presidente nacional do Podemos, a deputada federal Renata Abreu, e afirmou que existe a possibilidade de uma composição entre as duas siglas, embora a decisão ainda não tenha sido tomada. Já Romeu Zema reforçou que o Novo pretende escolher um candidato a vice que seja “ficha limpa”, requisito que considera indispensável para a chapa.
Nos bastidores, Renata Abreu é apontada como o nome politicamente mais forte do Podemos para uma eventual composição com Zema. Presidente nacional da legenda, ela exerce seu terceiro mandato consecutivo como deputada federal por São Paulo, eleita em 2014, reeleita em 2018 e novamente em 2022, sempre com votações expressivas. Uma eventual chapa formada por Zema e Renata reuniria o peso eleitoral de Minas Gerais e São Paulo, os dois maiores colégios eleitorais do Sudeste.
Além de sua atuação em São Paulo, Renata Abreu também mantém forte interlocução com o eleitorado nordestino por meio de sua atuação junto ao Centro de Tradições Nordestinas (CTN) e da defesa de pautas voltadas à comunidade nordestina, fator que poderia ampliar o alcance político de uma eventual chapa nacional.
Durante a entrevista, Zema afirmou ainda que chega à disputa presidencial em melhor condição do que em 2018, quando foi eleito governador de Minas Gerais, e disse que continuará percorrendo o país para ampliar o conhecimento de seu nome. O ex-governador também minimizou a importância de alianças com prefeitos e afirmou que pretende apresentar uma candidatura independente, reforçando que busca um vice “à prova de chantagem” e comprometido com os princípios defendidos pelo Novo.
