Virginia Fonseca, Jon Vlogs, Mari Menezes e vários outros influenciadores brasileiros estão sob alerta após o governo dos Estados Unidos (EUA) reforçar que é ilegal produzir conteúdo remunerado apenas com o visto de turista – o tipo padrão emitido aos brasileiros que solicitam entrada no país.
A medida gera apreensão em meio às duras medidas da administração de Donald Trump contra estrangeiros dentro do país. “Deportações exemplares” são esperadas nos próximos dias, conforme avaliação de especialistas ouvidos pelo Metrópoles. Nascida em Danbury, no estado de Connecticut, Virginia viveu os primeiros anos de vida nos Estados Unidos e conquistou a cidadania por nascimento. Hospedada em Nova York, a influenciadora inclusive já chegou a realizar lives da WePink em solo estadunidense.
Já Jon Vlogs, como devem lembrar os fãs mais assíduos do influenciador, adquiriu o direito ao green card em 2020, depois de anos estudando em instituições dos EUA e produzindo conteúdo no país.
Para outros influenciadores, no entanto, a situação é menos privilegiada. Em nota ao Metrópoles, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) afirma que acompanha a situação e que está “à disposição dos torcedores brasileiros”.,
A especialista em direito imigratório Carolina Gouveia afirma que, apesar do enorme fluxo de turistas e estrangeiros entrando e saindo do país, as autoridades norte-americanas ainda têm capacidade de aplicar sanções aos influenciadores. “O crescimento de grandes eventos internacionais, como a Copa do Mundo 2026, tende a aumentar ainda mais a atenção das autoridades”, explica.
“O que costuma chamar a atenção das autoridades é a existência de evidências que demonstrem que a viagem é profissional. Publicações indicando contratos, campanhas publicitárias, participação em eventos patrocinados ou divulgação de atividades remuneradas podem ser utilizadas para questionar a compatibilidade entre a atividade exercida e o visto utilizado”, explica.
