A disputa ao Senado Federal nas eleições de 2026 vai levar à renovação de dois terços da Casa e, como novidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) está no centro dessa competição, com marcas vindas do 8 de Janeiro de 2023 e da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
De um lado, bolsonarista, a conquista das cadeiras seria uma chance de afastar ministros do STF, uma vez que o processo de impeachment dos magistrados depende do voto de senadores. O interesse existe porque seria a instância de Poder inimiga.
Do outro, governista, a estratégia seria barrar o avanço de radicais capazes de promover abalos institucionais no Congresso Nacional. Em São Paulo, o campo está embolado nos dois sentidos, com demanda maior que a oferta e disparos de fogo amigo. Enquanto uma margem tem nomes da direita bolsonarista adepta a ataques ao STF, a outra dispõe no front de duas ex-ministras do governo Lula bem posicionadas, segundo pesquisas.
“Isso que está em jogo nessa eleição. Uma das estratégias da direita é conseguir não só mudar a forma como se escolhem os ministros do STF, como também formar uma maioria para promover o impeachment [deles]”, diz o cientista político e professor da ESPM, Paulo Ramirez.
