A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) disputará uma vaga no Senado pelo Distrito Federal nas eleições deste ano. Dada como nome certo na briga por uma cadeira na Casa Alta do Congresso, Michelle ficou muito perto de desistir do pleito depois de se desentender com o enteado Flávio Bolsonaro (PL), escolhido pelo pai, Jair Bolsonaro, para disputar o Planalto.
O anúncio da candidatura deverá ser feito neste domingo (2º), durante a convenção do PL no DF, onde ela se encontrará publicamente com Flávio pela primeira vez desde a briga. Bia Kicis (PL) também será anunciada candidata, numa tentativa de dobradinha do partido.
A Jovem Pan apurou com aliados próximos de Michelle que ela sacramentou a decisão de se candidatar nesta sexta-feira (31), após conversar com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. A ex-presidente do PL Mulher, que estava se sentindo preterida pela sigla após a rusga com Flávio, teria ficado satisfeita ao ouvir de Valdemar que era importante para a estratégia da direita no país.
Também foram decisivas a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão. Amigas da ex-primeira-dama, elas ajudaram a convencer Michelle a não desistir e foram determinantes na reaproximação pública com Flávio.
A vitória de Michelle é dada com certa dentro do PL. Popular entre os bolsonaristas, mas também entre evangélicos e conservadores moderados, a ex-primeira-dama é considerada peça importante para a direita manter o controle do Congresso na próxima legislatura. Ela é também apontada como uma possível sucessora política do marido, especialmente caso Flávio Bolsonaro não consiga vencer Lula nas eleições deste ano.
