O senador e coordenador político da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Camilo Santana (PT-CE), afirmou nesta quarta-feira (21/10) que o presidente aceita as condições do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) para abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos.
“A única resposta é que o presidente não se opõe a absolutamente nada que ele está propondo, contanto que ele também cumpra e abra tudo que está pedindo, que o presidente protocolou no TSE. O presidente da República não tem absolutamente nada a se opor a tudo que ele colocou como condicionante”, declarou Camilo.
Nesta terça, em manifestação enviada ao ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio exigiu que Lula divulgue gastos com cartões corporativos da Presidência desde janeiro de 2023, além da agenda da primeira-dama Janja Lula da Silva anterior a fevereiro de 2025 e dos registros de visitas dos filhos do petista ao Palácio da Alvorada.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também pede que Lula divulgue informações sobre o uso de helicópteros e as despesas da residência oficial da Presidência.
A campanha de Flávio também apresentou a Mendonça outro pedido: que Lula amplie a abertura dos sigilos para incluir empresas de seus filhos, especialmente de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, além de dados do ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Segundo a campanha do presidente Lula, o presidente também não apresentou oposição ao pedido relacionado ao seu ex-chefe de gabinete.
De acordo com Camilo Santana, a equipe jurídica da campanha vai ao TSE nesta quinta-feira (22/10), às 11h, para protocolar a resposta do titular do Planalto.
“Se ele não tem nada, ele deveria ter aceito o desafio do presidente Lula no domingo. Amanhã às 11h nós estaremos no Tribunal Superior Eleitoral para protocolar a resposta do presidente. E é o prazo que ele vai ter também para estar lá e protocolar, abrir todos os sigilos que o presidente Lula propôs. O prazo é amanhã às 11h, porque também não dá para deixar para depois das eleições, não”, disse o senador.
