Lisboa é o maior colégio eleitoral brasileiro no exterior para a eleição presidencial de 2026, com 68.979 eleitores aptos a votar. O número representa crescimento de 52,4% em relação a 2022, quando a capital portuguesa tinha 45.273 brasileiros inscritos. As informações são do portal Poder360.
O prazo para regularizar o título eleitoral, transferir o domicílio ou fazer o alistamento terminou em 6 de maio. Em anos eleitorais, a Justiça Eleitoral fecha o cadastro 151 dias antes da votação.
Segundo o Itamaraty, a ZZ (Zona Eleitoral do Exterior) ultrapassou a marca de 1 milhão de eleitores cadastrados. Desse total, 862.562 estão aptos a votar. A concentração é maior na Europa, na América do Norte e no Japão. Em 2022, havia cerca de 697 mil eleitores aptos no exterior. Na época, o número já representava alta de 39,2% em relação a 2018.
O crescimento do eleitorado em Lisboa aumenta a pressão sobre a estrutura de votação em Portugal. Em 2022, houve relatos de esperas de até 6 horas na capital portuguesa. Uma pessoa foi detida ao tentar votar pela 2ª vez no lugar de outra. Também houve filas de pelo menos 3 horas no Porto, que em 2026 aparece na 5ª posição entre os maiores colégios eleitorais brasileiros no exterior. Portugal tem ainda uma 3ª cidade com local de votação: Faro, no sul do país.
Segundo o consulado em Lisboa confirmou, a estrutura de votação na capital portuguesa será distribuída neste ano por 3 espaços da Universidade de Lisboa: a Faculdade de Direito, a Faculdade de Letras e o prédio da Reitoria. O consulado informou que a previsão inicial é instalar 183 seções eleitorais e 87 urnas eletrônicas, mas os números finais serão confirmados em junho.
Brasileiros que têm domicílio eleitoral no exterior votam só nas eleições para presidente e vice-presidente da República. A organização da votação fora do Brasil é feita pelo TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal), com apoio de consulados e missões diplomáticas.
