Marco Vinholi e Rodrigo Garcia, antes no PSDB, são figuras conhecidas de prefeitos do Estado. Nomes antigos do PSDB em São Paulo têm movimentado o interior do Estado na expectativa para a eleição ao governo. A coluna apurou que dois ex-tucanos filiados recentemente ao partido de Tarcísio de Freitas, o Republicanos, devem ter a missão de estreitar a relação do atual governador com os prefeitos das cidades. Segundo interlocutores envolvidos na campanha de Tarcísio, Marco Vinholi e Rodrigo Garcia devem cuidar de uma aproximação com os chefes dos municípios. “Não é uma questão de envio de recursos. É de aproximação, mesmo, de escuta”, resumiu uma fonte.
Durante o 68ª Congresso Estadual de Municípios, que aconteceu na capital paulista no início dessa semana, alguns prefeitos relataram à coluna incômodos com relação ao Palácio dos Bandeirantes atualmente. Algumas queixas falam em falta de proximidade, pouca atenção a demandas de cidades menores e redução de investimentos, como o pagamento de valores referentes ao ICMS. Nesse sentido, Tarcísio já efetuou uma troca, em janeiro, colocando o secretário Roberto Carneiro na Casa Civil. Apesar de agora ter mudado de pasta e ter substituído Gilberto Kassab no comando da Secretaria de Relações Institucionais, a leitura de muitos prefeitos é que Carneiro conseguiu apaziguar as tensões com muitos municípios. Agora, Garcia e Vinholi devem pavimentar esse caminho.
Sob condição de reserva, muitos prefeitos citaram que a chegada dos ex-tucanos é bem-vinda. Apesar de a tendência majoritária das prefeituras de apoiar Tarcísio nas eleições deste ano mesmo com alguns problemas no relacionamento, o entendimento é que a presença de Garcia e Vinholi tem sido vista como resolutiva. “Voltar à proximidade com que estávamos acostumados”, destacou um prefeito.
A estratégia de puxar o “antigo PSDB” também vem de encontro às investidas do PT no interior de São Paulo. Como mostrou a coluna, o partido quer o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), também ex-tucano, rodando o interior ao lado do pré-candidato Fernando Haddad (PT). Também em relatos à Jovem Pan, os prefeitos afirmaram que o caminho pode ser bom e ajudar a impulsionar o ex-ministro da Fazenda, principalmente já que há muito saudosismo em relação a Alckmin na região. O entendimento é que a aliança com o presidente Lula não mudou a relação do vice-presidente com o Estado, tido como mais conservador principalmente no interior.
