Candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury defendeu, em entrevista à TV Globo neste sábado (29/8), que os brasileiros deveriam ter “o melhor da direita na mente e o melhor da esquerda no coração” ao apresentar suas propostas e responder às perguntas da última entrevista da série da emissora com seis postulantes ao cargo na eleição de 2026.
O escritor tem repetido essa ideia nas sabatinas e eventos nos quais tem participado, um posicionamento que, segundo ele, o distanciaria tanto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto do senador Flávio Bolsonaro (PL), que estão à frente nas pesquisas.
“Eu vim para pacificar esse país. A minha mente é uma mente que é capitalista, meritocracia, um Estado enxuto, responsável fiscalmente e empreendedorismo. Mas o meu coração é um coração social, que escuta a dor humana”, afirmou ele.
Entre as medidas para cortar despesas da máquina pública, Cury defendeu uma “auditoria na gestão pública” para rever cerca de 50 mil cargos comissionados, avaliar quais seriam essenciais e quais poderiam ser cortados, revisar contratos e combater a corrupção.
Ele foi questionado sobre a promessa de cortar algo entre 8 e 10 ministérios, mas respondeu que não detalharia quais neste momento, além de defender a criação de um ministério da segurança pública e de um ministério ou secretaria da inteligência artificial e robótica.
Do lado das receitas, Cury afirmou que promoveria aumento de arrecadação elevando o imposto cobrado sobre as empresas de apostas de 12% para algo em torno de 52% e com a inclusão de algo entre 10 milhões e 15 milhões de beneficiários do Bolsa Família no mercado de trabalho com carteira assinada ou como microempreendedores individuais.
O candidato afirmou que não mudaria o arcabouço fiscal, disse ser contra uma nova reforma da Previdência e defendeu uma política de valorização do salário mínimo com reajuste anual de 1 ponto percentual acima do índice de inflação.
“A minha proposta é muito clara. Nós precisamos ter uma classe média pujante”, ressaltou.
