Oficializado como candidato à Presidência, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), criticou a polarização e defendeu que os eleitores não escolham “os maiores rejeitados”, em referência aos adversários Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Partido Social Democrático realizou, neste domingo (26/7), a convenção que deu a largada à campanha. O presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, completa como vice.
Caiado iniciou o discurso agradecendo a Kassab, à família e ao apoio de políticos como os governadores Daniel Vilela (Goiás), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ratinho Jr. (Paraná). Em seguida, Caiado afirmou que defende a renegociação das dívidas do setor rural.
O candidato defendeu a própria trajetória na política e disse que não se envolveu em escândalos de corrupção. Ele citou o caso do Mensalão no governo petista e o escândalo do Banco Master, que preocupa a campanha de Flávio. Caiado também destacou seu governo em Goiás.
“Ali todo mundo anda de celular na mão no meio da rua”, disse, em referência à segurança pública, uma de suas principais bandeiras. Como proposta, ele afirmou que vai confiscar e transferir os bens de agressores de mulheres.
Em outro momento, o ex-governador chamou Lula de “agiota”, afirmou que o petista faz “cortesia com o dinheiro alheio” e criticou a taxa de juros definida pelo Banco Central. Sobre as pesquisas eleitorais, que mostram Lula e Flávio com ampla vantagem, ele afirmou: “Quem está montado não precisa de espora, não precisa de apadrinhamento de ninguém. Precisa do voto da população independente”. Ele ainda ressaltou que tem potencial para vencer Lula no segundo turno.
