A Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), decidiu se manter neutra na disputa pela presidência da República, mas o desenho das alianças estaduais mostra maior proximidade com o PL.
Levantamento feito pelo Metrópoles a partir das atas das convenções aponta que a federação está em coligações com o partido de Flávio Bolsonaro em 11 unidades da Federação e com o PT ou a Federação Brasil da Esperança em quatro.
A neutralidade foi oficializada pelo União Brasil na convenção nacional de terça-feira (4/8). Segundo o presidente da sigla e da federação, Antonio Rueda, a decisão levou em consideração o “peso político” do grupo e refletiria sua “maturidade política”. A federação também liberou os filiados para definir os apoios conforme os cenários estaduais e decidiu priorizar as construções locais.
A estratégia segue uma lógica recorrente entre partidos do Centrão. Ao evitar uma coligação nacional para presidente, as legendas mantêm liberdade para construir acordos diferentes nos estados e evitam se vincular integralmente a um candidato antes do resultado das urnas. A posição também preserva espaço para que esses partidos negociem apoio e participação na base do presidente eleito, seja ele quem for, sobretudo no Congresso. Em 2018 e 2022, siglas de centro também adotaram posições de neutralidade ou liberaram seus integrantes em diferentes momentos da disputa presidencial.
O PL tentou atrair a federação e chegou a trabalhar para que Tereza Cristina (PP-MS) integrasse a chapa presidencial. A ex-ministra aceitou a possibilidade, mas a composição foi barrada pela cúpula do PP.
