O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), rebateu as especulações de que teria firmado um acordo político para declarar apoio à candidatura de ACM Neto (União Brasil) ao Governo da Bahia. O vereador afirmou que sua decisão foi tomada em conjunto com o grupo político que o acompanha e negou qualquer negociação para subir no palanque do ex-prefeito da capital.
Segundo Muniz, o posicionamento foi resultado de uma consulta às pessoas que integram sua base política há duas décadas. “Não existiu acordo nenhum. Eu sou um homem de grupo, e o grupo político que eu acompanho apoia ACM Neto. Consultei todas as pessoas que trabalham comigo nesses 20 anos e a maioria foi pelo apoio a Neto. Eu sou um homem de grupo e não tomei uma decisão solitária, é algo que eu já disse que iria tomar, de estar junto com o grupo”, declarou, em entrevista ao site Bnews.
A manifestação pública de apoio ocorreu durante um evento realizado no Subúrbio Ferroviário de Salvador. Ao subir ao palco ao lado de ACM Neto, Muniz encerrou semanas de especulações sobre qual candidato apoiaria na disputa pelo Palácio de Ondina. Até então, o presidente da Câmara vinha evitando anunciar sua posição, o que alimentava a expectativa de que pudesse repetir o apoio dado ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) na eleição de 2022.
Apesar de declarar voto em ACM Neto para o Governo da Bahia, Muniz reafirmou que pretende apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela reeleição ao Palácio do Planalto. O vereador afirmou que considera o petista a melhor opção entre os nomes colocados para a Presidência da República.
“Se vier algum outro candidato que eu enxergue melhor do que Lula, pode ter certeza que eu vou votar nesse candidato. Mas entre Lula e o candidato que está na segunda colocação [Flávio Bolsonaro] meu voto é de Lula e eu não escondo isso de ninguém. Eu acho que o Lula tem feito e tem comprovado que se preocupa com as pessoas menos favorecidas e é por isso que eu voto nele”, afirmou.
O governador Jerônimo Rodrigues comentou a decisão de Carlos Muniz e adotou um tom conciliador. O petista minimizou a mudança de posição do presidente da Câmara e ressaltou que não houve qualquer tentativa de influenciar sua escolha.
“Muniz é quem tomou a decisão. Em momento algum houve pressão sobre ele de nossa parte. Temos o Muniz como amigo, fez a minha campanha, me ajudou na campanha de 2022, tenho consideração, e ele também exerce um cargo, existe um poder, que é o Poder Municipal de Salvador”, declarou o governador, ao comentar o reposicionamento político do aliado de eleições anteriores.
