O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) anunciou o lançamento da pré-candidatura de Leonardo Alves de Araújo, conhecido como Leonardo Avalanche, para a Presidência da República. Avalanche é presidente nacional da sigla.
Com o anúncio, as Eleições de 2026 chegam a 13 nomes de eventuais presidenciáveis a pouco mais de um mês do início oficial da campanha.
A decisão de lançar o presidente nacional para disputa presidencial faz com que o PRTB volte a ter uma candidatura própria o principal cargo do Executivo desde 2014, quando levou às urnas o nome de Levy Fidelix.
Segundo o partido, entre os pontos que credenciam Avalanche foi o fato de ele ser o responsável por lanchar Pablo Marçal candidato à Prefeitura de São Paulo em 2024 — foi o 3º mais votado, com 28,14% dos votos, atrás de Guilherme Boulos (29,07%) e Ricardo Nunes (29,48%), que acabou reeleito no 2º turno.
“Não estamos aqui para ser apenas mais uma opção no papel. Estamos aqui para liderar uma transformação real. O PRTB é o partido da coragem e do trabalho. Como presidente nacional, entendi que a hora exige alguém que não apenas conheça a máquina, mas que tenha a mão firme para articular, organizar e, acima de tudo, resgatar o sonho de cada brasileiro por um país próspero e justo,” afirmou Leonardo Avalanche em nota divulgada pelo PRTB.
À época da campanha com Marçal para a prefeitura paulistana, o presidente do partido foi acusado ter uma suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) Reportagem do jornal “Folha de S.Paulo” apontava que ele dizia em áudio, gravado por integrantes da própria legenda, em que dizia ter ligações com a facção criminosa.
“A primeira coisa, quando eu vi pelo noticiário, eu encaminhei para ele [Avalanche] e falei: ‘O quê é isso?’ Ele respondeu e falou que é uma montagem e é difícil fazer um juízo de valor. Se confirmou e tiver de fato, se isso é uma conversa fiada, que ele apresente as declarações dele, ele mesmo tem que se defender. Eu não estou defendendo ele, tá?’, disse Marçal, em entrevista ao g1, quando questionado durante a campanha sobre os áudios.
Também em 2024, Avalanche foi acusado de ameaçar de morte dirigentes do partido para abrir espaço a aliados. Ex-vice-presidente diz ter sido obrigada a renunciar para não “frequentar cemitério”. Na oportunidade, defesa de Avalanche diz que “alegações são vazias e destituídas de provas”.
Em janeiro deste ano, o Ministério Público de São Paulo denunciou Avalanche e propôs a instauração de uma ação penal por “crimes cometidos entre fevereiro e abril de 2024 para assumir o controle da legenda”.
Segundo a denúncia do promotor Reanto Kim Barbosa, o grupo político liderado por Avalanche orquestrou uma fraude na eleição interna do PRTB, realizada em fevereiro de 2024.
“Para garantir a vitória, houve o recrutamento de dezenas de pessoas que se passaram falsamente por fundadores da agremiação. Esses indivíduos utilizaram cédulas de identidade falsificadas, com suas fotos e dados de fundadores reais, sendo instruídos a treinar assinaturas para enganar a fiscalização da Justiça Eleitoral e votar nas urnas eletrônicas”, diz a denúncia.
