Diversos políticos e autoridades participam da Marcha para Jesus, que reuniu milhares de fiéis nesta quinta-feira (4), feriado de Corpus Christi, em São Paulo.
Entre eles estão o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), o ministro do STF André Mendonça, o advogado-geral da União, Jorge Messias, que representa o presidente Lula.
Eles acompanharam a marcha do alto de um trio elétrico, que saiu da estação da Luz, no centro, em direção à Praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira (FEB), na Zona Norte, onde estão programados shows e momentos de oração ao longo do dia, além de discursos políticos. Ainda durante o trajeto, Flávio se dirigiu à multidão e, numa breve fala, disse que o país vive uma “guerra espiritual” e que “o mal vai ser expulso do governo” neste ano.
Jorge Messias também se manifestou em entrevista à transmissão oficial da Marcha para Jesus. Ao ser questionado sobre a importância de abandonar “qualquer polarização” e se unir com fiéis, respondeu: “A mesa de Jesus é para judeus e gentios, para Pedro, para Tiago, para Judas. Até Judas estava compartilhando a mesa de Jesus. Jesus não fez segmentação na sua mesa. Estamos aqui com um único propósito: louvar e adorar”. Após a caminhada, a programação segue com apresentações de artistas da música gospel até as 21h. Entre os nomes anunciados estão Gabriela Rocha, Aline Barros, Renascer Praise, Thalles Roberto e Isadora Pompeo (programação completa abaixo).
Por volta das 15h, os apresentadores chamaram ao palco o pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), prefeito Ricardo Nunes (MDB), o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL), o deputado e ex-secretário da Segurança Pública Guilherme Derrite (PL), pré-candidato ao Senado, o presidente da Alesp e também pré-candidato ao Senado, Andé do Prado (PL), o senador Magno Malta (PL) e o deputado Ribamar Silva (PODE).
Tarcísio, Nunes e Flávio, respectivamente, fizeram discursos de tom mais religioso do que político. O governador de São Paulo começou cantando um louvor e depois abençoou todos os presentes. Já o prefeito da capital paulista falou sobre o tema da marcha, e como a “mensagem resume tudo que está acontecendo aqui”. Ele também agradeceu a Flávio e Tarcísio.
O senador, por sua vez, também cantou. Em seguida, pediu orações pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e pelo Brasil. Disse que o país “vai voltar a ser uma nação irmã de Israel”, com uma bandeira israelense no pescoço. Ao sair do palco, o pré-candidato à presidência deu uma entrevista para a transmissão do evento, onde reforçou o discurso de perseguição política. “Meu pai estaria aqui se pudesse, se não fosse vítima dessa perseguição. Quem sabe ele não possa estar na próxima marcha em São Paulo, fisicamente, orando”, declarou. “Há muitas perseguições e injustiças. Estar aqui nesse ambiente com tantas pessoas de coração aberto é uma forma de resgatar e encher o coração de esperança”, complementou.
O senador também falou sobre a nova geração. “Vemos nas redes sociais, jovens indo para as universidades, para as praias, enaltecer o senhor. Vejo que no Brasil esse movimento está muito forte também”. Os outros políticos também destacaram a presença de jovens no evento. “A gente ver tanto jovem aqui, é algo que cada ano fica mais forte”, disse Nunes. Já o senador Magno Malta (PL-ES) afirmou que vê nascer uma “geração do abudo da injustiça, que amam a Deus e estão buscando Jesus”. Por fim, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) disse que é “uma alegria” ver “tantas famílias, jovens, pessoas idosas e cadeirantes”.
Pouco mais tarde, juntaram-se ao evento o presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) e Gilberto Kassab, presidente da legenda. Caiado afirmou ao g1 que só chegou depois de Flávio e Tarcísio por conta da organização da Marcha e não porque não queria encontrá-los.
Caiado deu um discurso mais político ao subir no palco, ao lado de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD. O ex-governador de Goiás e pré-candidato à presidência disse que o “povo escolhido” deve ser governado por alguém com “integridade moral, dignidade e capacidade de dizer aos jovens que não vão mais ser subordinados ao narcotráfico”.
Afirmou, ainda, que os jovens devem ouvir que não vão viver “um governo de corrupção, mas um governo de esperança”, com o Brasil “relevante no cenário internacional”. Caiado finalizou dizendo que irá “devolver o Brasil aos brasileiros de bem”.
