Desde 2002, coube a William Bonner mediar os principais debates da Globo, atravessando diferentes ciclos políticos e mantendo um padrão reconhecido de condução, firme, equilibrado e, sobretudo, respeitado pelos candidatos e pelo público. Está certo que, às vezes, encontrou um padre Kelmon pela frente, mas tudo bem também. Sempre faz parte.
Agora, após a decisão de Bonner de se afastar do “Jornal Nacional”, entende-se que nem será o caso de se discutir a sua sucessão nos encontros políticos, porque César Tralli já surge como uma escolha quase automática. Natural.
A Globo ainda não se pronunciou a respeito e talvez nem o faça, tamanha a obviedade.
E Tralli reúne atributos importantes para a função: experiência em coberturas políticas, presença consolidada no vídeo e credibilidade construída ao longo dos anos dentro da própria Globo. Mais do que substituir Bonner, trata-se de dar continuidade a um modelo que se mostrou eficiente. A mediação de debates, especialmente em tempos de maior polarização, exige não apenas técnica, mas autoridade e serenidade. E isso tudo, além de outras qualidades, ele tem de sobra.
