O partido de Jair Bolsonaro manteve a maior bancada da Câmara; proporcionalmente, entretanto, o Podemos teve o maior crescimento. Com o fim da janela partidária, na sexta-feira (3/4), as desfiliações e filiações movimentaram as bancadas da Câmara, sem alterar o perfil dos partidos predominantes. O PL, que lançará o senador Flávio Bolsonaro (RJ) como candidato à presidência da República, manteve a maior bancada e registrou o maior ganho absoluto entre as siglas. Já o PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato à reeleição, teve um leve recuo.
Partidos importantes do Centrão, como o União Brasil, que perdeu oito deputados, também sofreram impactos significativos. O período de 30 dias é definido pela legislação eleitoral, no ano da eleição, seis meses antes do pleito, e permite que deputados mudem de partido sem risco de perda do mandato. Os números apresentados são preliminares e têm como base levantamentos feitos pelo Metrópoles a partir de informações repassadas por lideranças partidárias da Câmara. A comparação considera o tamanho das bancadas em janeiro deste ano, e não o resultado das eleições de 2022, já que houve mudanças ao longo da legislatura. O consolidado oficial será divulgado pela Justiça Eleitoral, por meio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O PL foi o partido que mais cresceu em números absolutos, ao passar de 88 para 97 deputados. Com isso, ampliou sua posição como maior bancada da Casa. Ainda assim, no primeiro ano desta legislatura, em 2022, o partido iniciou com 99 deputados. Apesar disso, o maior crescimento proporcional ficou com o Podemos. A sigla saltou de 16 para 27 deputados, uma alta de 68,8%, o avanço mais expressivo em termos relativos entre os partidos com dados comparáveis. Outras legendas também registraram crescimento, ainda que em menor escala. O Solidariedade avançou 20%, enquanto PSD, PP e a federação PSol-Rede tiveram altas mais moderadas. O partido Missão, por sua vez, passou a ter representação, ainda que com apenas um deputado. O deputado Kim Kataguiri (SP) deixou o União Brasil e se filiou à legenda criada pelo Movimento Brasil Livre (MBL), do qual é um dos fundadores.
