Decisão do governador abala as pretensões de uma candidatura de centro e mostra que a briga, mais uma vez, continuará restrita a petistas e bolsonaristas. Nas últimas duas eleições presidenciais, a polarização entre Lula e Jair Bolsonaro impediu a consolidação de uma candidatura alternativa competitiva. Em 2018, o ex-ministro Ciro Gomes, então no PDT, até superou a marca de dois dígitos no primeiro turno, mas ficou na terceira colocação com 12,47% dos votos. Em 2022, o desempenho da pretensa terceira via foi ainda pior. Concorrendo pelo MDB, Simone Tebet acabou em terceiro lugar com apenas 4,16%. O mesmo Ciro Gomes registrou meros 3,04%. Diante do alto nível de rejeição popular ao atual presidente da República e ao sobrenome Bolsonaro, alguns partidos políticos voltaram a se animar com a possibilidade de finalmente romper a polarização.
