Tem coisa que a gente não esquece. O cheiro do café da manhã, o sofá de casa, a televisão ligada e a ansiedade para descobrir qual desenho viria a seguir. Para uma geração de brasileiros, a infância também tinha hora marcada: era só a “TV Globinho” entrar no ar para o sábado (e, por muitos anos, os dias de semana) ganhar outro sabor. Neste sábado, 10 de outubro, a Globo apertou esse botão da memória e trouxe de volta uma marca que, mesmo fora do ar há 11 anos, nunca desapareceu por completo do imaginário popular.
O reencontro aconteceu em uma edição especial do “Criança Esperança”, com Geovanna Tominaga, Letícia Colin, Ícaro Silva e Paulo Mathias Jr. de volta ao universo da atração. Entre os desenhos, apareceram “Dragon Ball Z”, “Digimon” e “Três Espiãs Demais”. Foi o suficiente para as redes sociais se encherem de lembranças, brincadeiras sobre a idade adulta e declarações de amor a um programa que, para muita gente, representa bem mais do que uma sequência de animações.
E aqui está o mérito da iniciativa: a Globo não precisou inventar uma grande novidade para provocar emoção. Bastou recuperar uma identidade visual, reunir rostos conhecidos e devolver ao público um pedacinho de uma rotina que parecia perdida. Em tempos de consumo acelerado, vídeos curtos e plataformas sob demanda, assistir a um desenho na televisão aberta, em um horário combinado, também é revisitar uma forma de viver a infância.
