O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (9/6) que as negociações com o Irã estão nos “últimos esforços”, e deu prazo de até três dias para um acordo. A ofensiva diplomática ocorre após a suspensão de ataques entre Irã e Israel, ainda frágil, em meio a bombardeios no Líbano, ameaças de retomada dos combates, ações de aliados, como o Hezbollah e os houthis iemenitas, e sinais contraditórios no terreno, mantendo elevada a tensão no Oriente Médio e nos mercados globais.
O anúncio de Trump foi feito horas depois de novos desdobramentos militares e diplomáticos no Oriente Médio, que, apesar da trégua anunciada na véspera, continuam a expor fragilidade no cessar das hostilidades.
Segundo o líder norte-americano, trata-se de um acordo que poderá ser “muito, muito bom”, em um momento em que Washington tenta encerrar um conflito que enfrenta resistência interna à medida que se aproximam as eleições de meio de mandato. Segundo o líder norte-americano, trata-se de um acordo que poderá ser “muito, muito bom”, em um momento em que Washington tenta encerrar um conflito que enfrenta resistência interna à medida que se aproximam as eleições de meio de mandato.
Também nesta terça, o Exército de Israel emitiu uma ordem de evacuação para moradores da cidade portuária de Tiro, no sul do Líbano, diante da possibilidade de novos bombardeios. A determinação contrasta com a suspensão formal dos ataques anunciada por Israel e Irã no dia anterior, após pressão direta de Trump.
Sinalizando uma relativa diminuição da tensão, o principal aeroporto internacional de Teerã comunicou, nas primeiras horas do dia, a normalização de suas operações. A reabertura ocorre depois de o espaço aéreo iraniano ter sido parcialmente fechado entre domingo e segunda-feira, em meio à escalada militar.
Ainda no início do dia, Israel informou ter interceptado uma “ameaça aérea suspeita” proveniente do Iêmen. A ação acontece menos de 24 horas após os rebeldes houthis, alinhados ao Irã, reivindicarem um ataque contra o território israelense e anunciarem restrições à navegação de embarcações israelenses no mar Vermelho, área estratégica para o comércio global.
No campo diplomático, o chefe do Exército libanês, Rodolphe Haykal, reuniu-se no Paquistão com seu homólogo, Asim Munir. Islamabad desponta como principal mediador nas negociações para um acordo mais duradouro, tendo reiterado o compromisso de aprofundar a cooperação militar com o Líbano diante da deterioração do cenário regional.
