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Sem quadros em SP, Lula quer ‘importar’ ministras para chapa com Haddad

Sem mais grandes nomes do PT em São Paulo, o presidente Lula (PT) deverá “importar” duas ministras de outros estados —e partidos— para compor o palanque do ministro Fernando Haddad (PT), da Fazenda, no estado.

O que aconteceu
As ministras Simone Tebet (MDB), do Planejamento, e Marina Silva (Rede), do Meio Ambiente, são as mais cotadas para o Senado. Elas irão deixar suas pastas e, provavelmente, seus partidos, no final do mês para tentar conquistar pelo uma cadeira das duas disponíveis em São Paulo.

Lula não elege um senador no maior colégio eleitoral do país desde 2010, auge da sua popularidade, com Marta Suplicy (PT). De lá para cá, nem petistas nem nomes apoiados por ele conseguiram uma vaga no estado, terra natal do PT, que nunca o governou. Até em 2022, quando voltou ao poder, Márcio França (PSB) —hoje ministro— foi derrotado pelo astronauta Marcos Pontes (PL).

Com Haddad candidato ao governo e a recusa do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), a solução mais bem avaliada até então foi “importar”. Tebet foi eleita senadora em 2018 por Mato Grosso do Sul, onde já foi vice-governadora e construiu toda sua carreira política. Apesar de ter sido eleita deputada por São Paulo em 2022, Marina construiu sua trajetória no Acre, onde foi eleita e reeleita senadora pelo PT em 1994 e 2002.

A análise do Planalto é que ambas têm apelo ao eleitorado de centro. Depois de muito desviar, Tebet, vista com um perfil mais técnico à frente do difícil Ministério do Planejamento e Orçamento e com interlocução com o agro e a indústria, assumiu ontem pela primeira vez que concorrerá pelo estado.

Marina pode ter o mesmo destino. Sua relação com a Rede, partido que ajudou a fundar em 2015, anda desgastada e especula-se que ela rumasse para outra legenda de centro-esquerda, da qual integrou em 2014, quando foi candidata à Presidência. Ela também é sondada para o PT, embora aliados pontuem que, em um estado como São Paulo, ela tem mais a perder do que a ganhar retornando ao seu partido de origem.

O objetivo é dialogar com o eleitor que nunca viu o PT com bons olhos. Além de falarem diretamente com o eleitorado feminino —algo que deve ser explorado na campanha—, elas flertam com o que os petistas chamam de “viúvas do PSDB”, em referência ao partido que governou o estado de 1999 a 2022, com breves interrupções.

Não à toa, Alckmin, que governou São Paulo quatro vezes, foi a primeira opção de Lula para a vaga. Segundo aliados, o plano do presidente era fazer a dobradinha Haddad-Alckmin: o primeiro, com mais força na capital, o segundo, no interior. Mas o vice-presidente não quis. Em conversas públicas e privadas, deixou claro que ou segue no cargo ou pretende deixar a política.

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Denis Ricardo

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