Assim como no ano passado, o feriado de 1º de Maio terá atos do Dia do Trabalhador de sindicatos e movimentos ligados à esquerda em São Paulo – desta vez, sem a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Espalhados pela capital e região metropolitana, esses eventos devem carregar como principal bandeira o fim da escala 6×1, que teve uma comissão especial instalada esta semana na Câmara dos Deputados, e a regulamentação do trabalho em aplicativos, que foi retirada da pauta da Casa. Os dois temas são tratados como prioritários pelo governo federal.
Um dos principais atos será realizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes e pela Força Sindical. Neste ano, o evento será na Rua Galvão Bueno, na Liberdade, centro de São Paulo, em vez da tradicional mobilização na Praça Heróis da FEB, zona norte da cidade. Estão confirmados para o ato o pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, as pré-candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), além do deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade).
Na capital paulista, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, com o apoio de partidos como PSol e PCdoB, deve se reunir na Praça Franklin Roosevelt, e a Central Sindical e Popular Conlutas deve ocupar a Praça da República, ambas no centro. Os organizadores dos dois eventos sindicais tentaram marcar o protesto na Avenida Paulista, mas não receberam autorização da Polícia Militar (PM).
