Se existe uma maneira de lembrar ao mundo que grandeza não se mede apenas pela dificuldade de um salto, Rebeca Andrade acaba de dar uma aula. Em Roterdã, na Holanda, a brasileira voltou ao lugar que conhece tão bem: o topo do pódio. E fez isso diante de uma espectadora para lá de especial, Simone Biles, a maior medalhista da história da ginástica artística. O detalhe que torna a cena ainda mais emblemática? Rebeca alcançou um feito que nem a estrela americana conseguiu: o tricampeonato mundial do salto.
Aos 27 anos, a campeã olímpica vestiu azul, sua cor da sorte, e executou dois saltos de alto nível para conquistar mais um ouro e escrever um capítulo inédito para a ginástica brasileira. Não precisou recorrer ao Cheng, seu salto de maior dificuldade, nem transformar o retorno às competições em uma corrida contra o próprio corpo. Rebeca escolheu a precisão, a segurança e a inteligência competitiva. E venceu.
Com média de 14,466 pontos, ela superou a americana Claire Pease, que ficou com a prata ao somar 14,233, mesmo apresentando um salto de maior dificuldade. Skye Blakely, também dos Estados Unidos, completou o pódio, com média de 14,166. Já a sul-coreana Yeo Seojeong, medalhista olímpica em Tóquio e uma das principais adversárias da brasileira, sofreu uma queda e terminou em sétimo lugar.
