Citada por Flávio Bolsonaro (PL) no debate da Band deste domingo, a lobista Roberta Luchsinger é apontada pela Polícia Federal (PF) como uma peça-chave de um suposto esquema de tráfico de influência que vigorou no terceiro mandato do governo Lula.
Amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o primogênito do presidente Lula, herdeira de um banqueiro suíço e ex-candidata a deputada estadual pelo PT, Luchsinger foi alvo de um mandado de busca e apreensão no fim de 2025. Desde então, a PF vem avançando nas apurações que a indicam como empresária do ramo da tecnologia e saúde que “abria portas” na administração federal.
Ela e Lulinha são investigados no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura o esquema de fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os investigadores apontam que Luchsinger recebeu repasses do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, que somam R$ 1,5 milhão e seriam referentes a serviços de consultoria, segundo ela. Em uma das transferências, o empresário informou a um interlocutor que o dinheiro era destinado ao “filho do rapaz”, possivelmente em referência a Lulinha, de acordo com a PF.
O presidente Lula, por meio de nota, negou ter “qualquer interlocução” com a lobista e ressaltou “estranheza que essas declarações sejam lançadas justamente às vésperas do segundo turno da eleição”.
“O Brasil já assistiu, em outros processos eleitorais, à divulgação de denúncias sem comprovação, usadas como instrumento de manipulação da opinião pública. A repetição desse expediente representa uma tentativa irresponsável de tumultuar o processo democrático e interferir na livre escolha dos eleitores”, disse o Planalto.
