O PSB definiu em reunião da Executiva Nacional, realizada nesta quarta-feira (27), que 80% dos recursos do fundo eleitoral de 2026 serão destinados a candidaturas para deputado federal e senador. A medida visa atender à prioridade estratégica do partido: cumprir a cláusula de barreira e ampliar sua presença no Congresso Nacional.
O presidente nacional da legenda, João Campos (PSB), explicou que o restante dos recursos será utilizado para financiar a candidatura à vice-presidência de Geraldo Alckmin (PSB) e as campanhas para o governo de cinco estados: Pernambuco, Minas Gerais, Distrito Federal, Santa Catarina e Acre. Campos, que também é ex-prefeito de Recife, concorre à reeleição ao governo de Pernambuco.
Segundo Campos, o partido aposta em eleger entre 25 e 40 deputados federais, um salto em relação às 14 cadeiras conquistadas em 2022, o que garantiria a superação da cláusula de barreira.
O encontro também debateu as estratégias para o Senado. O PSB planeja lançar dois nomes em São Paulo, os ex-ministros Simone Tebet e Márcio França, apesar de a federação PSOL-Rede defender a indicação de Marina Silva para uma das vagas. Nesta quinta-feira (28), Campos tem encontro previsto com o presidente Lula (PT), que deve auxiliar na definição da chapa paulista.
A decisão do PSB de concentrar a maior parte do fundo eleitoral no Congresso reflete a preocupação do partido em consolidar sua base legislativa e fortalecer a influência política em nível federal, em um ano marcado por disputas polarizadas e desafios à governabilidade futura.
