O número medido durante o “JN” deste sábado (5) foi de apenas 10 pontos, por volta das 21 horas. Para um jornal com tamanha importância e alcance, trata-se de um resultado praticamente impossível de compreender. E não estamos falando de uma edição qualquer: o Brasil está vivendo dias de intensa movimentação política, enquanto São Paulo ainda enfrenta os efeitos da chuva.
Se esse número estiver correto, então o problema deixa de ser do Ibope e passa a ser da própria televisão. Seria o caso de as emissoras repensarem seriamente todo o seu modelo de jornalismo, porque alguma coisa estaria muito errada para um telejornal desse tamanho, diante de um cenário desses, alcançar tão pouca audiência.
Mas, sinceramente, olhando para o que aconteceu hoje, parece muito difícil acreditar nesse resultado. E é aí que o Ibope precisa ser cobrado. Uma medição que apresenta um número tão distante do que se poderia esperar precisa, no mínimo, explicar como chegou a ele.
Não existe exagero em reclamar quando se cobra um serviço melhor. Audiência é informação fundamental para o funcionamento da televisão e não pode ser tratada como um detalhe qualquer.
Se a medição estiver correta, que se explique o fenômeno. Se estiverem errados, como parece, que o Ibope explique o que aconteceu. O que não dá é simplesmente aceitar um número desses como se fosse absolutamente normal.
