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Ex-repórter do Ratinho diz ter sofrido humilhações nos bastidores: ‘Sempre foi homofóbico’

Ney Inácio, ex-repórter do Programa do Ratinho (SBT), relatou que, durante os 23 anos em que trabalhou para o apresentador do SBT, viu e sofreu com humilhações nos bastidores. “O Ratinho sempre foi transfóbico, homofóbico, tudo que é fobia ele tem”, disse em vídeo publicado no seu TikTok.

O jornalista era um dos membros mais antigos da equipe do apresentador, até ser demitido em agosto de 2020, durante a pandemia. Na época, ele fazia um tratamento oncológico. Meses depois, ele ganhou um processo trabalhista contra o SBT, que foi obrigado a indenizá-lo.

Ney afirmou que não se desligou antes do programa porque sabia que as portas estavam fechadas para ele justamente por trabalhar para o apresentador. “As pessoas associam o seu nome, a sua cara, o teu rosto, a tua imagem, com o programa. O programa do Ratinho é tido como baixaria da pior espécie, é tido como esgoto”, argumentou.

O relato de Ney Inácio surge em meio ao processo movido pela deputada federal Erika Hilton contra Ratinho após ele ter feito falas transbóficas sobre a parlamentar no dia 11 de março. Segundo o repórter, mesmo tratando de pautas séries no programa, a música Pavão Misterioso, de Ney Matogrosso, costumava tocar sempre que ele entrava.

“Eu nunca soube o motivo. Eu pedi: ‘Ratinho, pelo amor de Deus, para com isso. Eu sou um cara sério, Ratinho, eu sou um jornalista, não cai bem. Pra Magdalena [Bonfiglioli], que era a outra repórter, era sempre uma música mais pra cima. Pra mim tinha que ser sempre esse negócio”, continuou.

Ao questionar Ratinho sobre o uso da música, o apresentador teria respondido: “Porque o Pavão abre o rabo igual você”. Com as risadas da plateia, o repórter alegou que deixou o palco e sua matéria não foi ao ar naquele dia.

Entre outros termos usados por Ratinho nos bastidores do programa, segundo o relato do repórter, estão “mariquinha”, “mulhezinha” e “bichinha”. Ney também afirmou que durante uma gravação na Rua Augusta, em São Paulo, o apresesentador teria sugerido durante o programa ao vivo que a irmã e a mãe do repórter eram prostitutas.

“Tudo isso que estou falando eu tenho vídeo, porque eu não sou trouxa, eu guardo. Antes de eles tirarem de internet durante o processo que eu meti contra eles, eu guardei todos os vídeos que eu tinha. Do Pavão Misterioso e de todas as coisas que ele falava, tudo isso que eu tô falando, eu tenho vídeo, porque eu não sou trouxa nem nada, eu guardo. [Além disso], ele trata mal os meninos e paga pouco”, finalizou.

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Denis Ricardo

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