Políticos de direita impulsionam posts nas redes sociais para eleger maioria no Senado e poder votar impeachment contra ministros do STF. Senado tem sido uma palavra-chave nas redes sociais bolsonaristas por representar a Casa legislativa que pode derrubar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo pesquisa do Projeto Brief, menções ao termo cresceram 85% em um ano nas redes sociais, ultrapassando 30 milhões de registros. As citações impulsionadas são majoritariamente de políticos de direita e de extrema direita, que descrevem o Senado como uma instituição com “rabo preso”, enquanto o STF aparece como o poder que teria avançado sobre as competências do Legislativo.
Bolsonaristas planejam eleger maioria no Senado para confrontar seus desafetos na Corte, como o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal que condenou Jair Bolsonaro (PL) por golpe de Estado. Em outubro deste ano, dois nomes serão eleitos ao cargo por São Paulo. No estado, os principais pré-candidatos ao Senado são Guilherme Derrite (PP), Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede), Gil Diniz (PL), Mário Frias (PL), Sonaira Fernandes (PL), Coronel Mello Araújo (PL), Rosana Valle (PL) e Ricardo Salles (Novo). O estudo também analisou conteúdos pagos da Biblioteca de Anúncios da Meta (Facebook e Instagram) entre 1° e 31 de janeiro deste ano, rastreando os termos “Senado”, “Senador”, “Senadora” e “Senadores”. Ao todo, foram mapeados 890 anúncios políticos.
