Tarcísio pediu à Alesp autorização para fazer até R$ 15 bilhões em empréstimos que incluem desde obras a programa social. Do pacote de R$ 15 bilhões de empréstimos encaminhado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para aprovação da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), R$ 942 milhões são para pagar alças de acesso e a implantação do sistema Free Flow nos trechos Sul e Leste do Rodoanel Mário Covas. O total das obras é de R$ 1,2 milhão. No entanto, o governo afirma ter conseguido R$ 355 milhões em recursos do Tesouro estadual.
No caso dos trechos Sul e Leste do Rodoanel, o objetivo é obter dinheiro para recomposição à concessionária SPMAR por atualizações no contrato. O valor vai custear a obra de acesso entre a via e os municípios de Suzano e Poá e a implantação de pedágio eletrônico, sem praças físicas. Na primeira etapa, estão previstas também adequações nos vários locais que envolvem as obras do chamado Complexo Alto Tietê. Depois disso, em uma segunda etapa, virão as obras necessárias para a implantação do Free Flow.
O governo pretende contratar empréstimos no valor de até R$ 15 bilhões para tocar projetos considerados vitrines para o governador, como o programa Superação da Pobreza, a obra do trecho Norte do Rodoanel e o Novo Centro Administrativo. No caso do Free Flow, a implantação desse tipo de pedágio virou munição para a oposição contra Tarcísio. Então deputado federal, o hoje ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), por exemplo, chamou o governador em suas redes de “Pedágio de Freitas”.
A deputada Tabata Amaral (PSB) foi outra que explorou o assunto. “Você pode ser cobrado pra circular no estado de São Paulo sem nem perceber. O novo sistema de pedágio, chamado free flow, usa tecnologia que poderia facilitar a nossa vida. Mas, do jeito que está sendo implementado pelo governador Tarcísio, virou mais uma dor de cabeça”, escreveu em sua rede social.
