O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), será anunciado nesta 5ª feira (19.mar.2026) como o candidato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao governo de São Paulo. Depois da confirmação do nome de Haddad, o PT pretende realizar ainda fará um ato político mais amplo, quando a composição da chapa estiver definida.
A exoneração do ministro deve ser publicada no DOU (Diário Oficial da União) até 6ª feira (20.mar). O atual secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, assumirá o cargo. O partido já montou a equipe de campanha e definiu seu QG. Falta fechar o candidato a vice-governador e a 2ª vaga ao Senado na aliança governista em São Paulo.
A confirmação de Haddad é vista por aliados como o 1º passo para organizar a disputa presidencial contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O Estado concentra o maior colégio eleitoral do país; é estratégico na corrida ao Planalto. E petistas avaliam que a disputa deve ser acirrada.
No Estado, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) já se movimenta pela reeleição e é o principal aliado de Flávio. Dentro do PT, Haddad é visto como o único nome com densidade eleitoral suficiente para sustentar o palanque lulista em um 2º turno.
Dirigentes afirmam que a prioridade para a vice é atrair um nome de perfil mais ao centro para ampliar o alcance eleitoral da candidatura. Entre as possibilidades discutidas estão empresários do interior paulista e lideranças com ligação com o agronegócio. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) participa das negociações e deve ajudar a puxar votos fora da capital.
Mas, em busca de definição, passaram a ser citados nas conversas para a vice a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), e o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB). Ambos também são mencionados nas negociações para o Senado e têm sinalizado preferência por disputar uma vaga na Casa Alta. A situação segue em aberto.
França é lembrado por aliados pela proximidade partidária com Alckmin e pela interlocução com setores do empresariado paulista. Marina passou a ser analisadarecentemente. Sua presença poderia ajudar a manter o apoio do eleitorado feminino que foi decisivo para a vitória de Lula em 2022.
Outra peça do xadrez é a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB). Ela chegou a ser avaliada para compor a chapa como vice –também sob a avaliação de que poderia ampliar o alcance da candidatura entre eleitores de centro–, mas confirmou nesta semana que disputará o Senado.
