Jeniffer Nascimento revelou que viveu um intenso processo de preparação para interpretar Nancy em “Quem Ama Cuida”. Na trama, a personagem passou de uma das detentas mais temidas do presídio feminino para uma importante aliada de Adriana (Leticia Colin) e Lyris (Pri Helena). Depois de conquistar a liberdade, Nancy tentará reconstruir a relação com o filho, Camilo (Antonio Caramelo).
Por isso, a atriz decidiu mergulhar em relatos de mulheres que enfrentaram o sistema prisional e precisaram recomeçar a vida fora da cadeia. Para alcançar esse objetivo, Jeniffer contou com a ajuda do Padre Júlio Lancellotti, conhecido pelo trabalho social que desenvolve com pessoas em situação de vulnerabilidade.
Em entrevista ao jornal Extra, Jeniffer contou que já participa de ações sociais ao lado do Padre Júlio Lancellotti em São Paulo. A partir dessa parceria, o sacerdote então promoveu encontros entre a atriz e mulheres que deixaram o sistema penitenciário, experiências que serviram como base para a construção de Nancy.
“Eu faço um trabalho social com o Padre Julio Lancellotti. Ele ajuda muitas mulheres que são egressas do sistema penitenciário e me apresentou a algumas que foram presas por legítima defesa, como Nancy”, explicou Jeniffer Nascimento. Segundo a atriz, essas conversas fizeram diferença para compreender a realidade enfrentada por quem busca reconstruir a própria vida após cumprir pena.
Conversas marcaram preparação de Jeniffer Nascimento
Além disso, Jeniffer revelou que passou horas ouvindo as mulheres apresentadas pelo religioso. “Passei umas quatro horas conversando com elas, foi muito impactante pra mim. Eu fiquei ainda com mais vontade de contar essa história com muita responsabilidade”, disse ela. A atriz afirmou que isso então permitiu entender aspectos emocionais importantes para desenvolver Nancy.
Além da pesquisa de campo, Jeniffer Nascimento também trabalhou na composição visual e comportamental da personagem. Como entrou na novela com a trama já em andamento, ela buscou construir uma identidade própria para Nancy sem recorrer a estereótipos. “Eu quis construir uma mulher brava que não deixou de ser feminina, de cabelos trançados e unhas pintadas”, explicou a artista, por fim.
