O PL (Partido Liberal) escolheu o senador Carlos Portinho para disputar a reeleição pelo Rio de Janeiro. A decisão, anunciada nesta terça-feira (14) por Flávio Bolsonaro, encerra uma disputa interna aberta após a saída do ex-governador Cláudio Castro da corrida ao Senado.
Castro era o nome inicialmente preparado pela legenda, mas deixou a disputa em meio ao desgaste provocado pelas investigações do caso Master. O deputado Sóstenes Cavalcante chegou a ser procurado pela direção do partido, mas preferiu permanecer na Câmara.
A definição passou então a ser disputada por Portinho e Carlos Jordy. Jordy contava com apoio da ala mais ideológica do bolsonarismo e apostava na mobilização das redes sociais. Portinho foi escolhido pela experiência no Senado e por já comandar a bancada do PL na Casa.
A decisão resolve apenas parte da composição. A chapa ainda enfrenta incertezas em torno de Márcio Canella, indicado para a segunda vaga ao Senado. O ex-prefeito de Belford Roxo foi alvo da PF (Polícia Federal) em uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro por meio de postos de combustíveis. Segundo a apuração, o grupo teria movimentado R$ 7,6 bilhões em seis anos. Canella também foi preso em flagrante após a apreensão de um fuzil em seu veículo.
O desafio do PL será acomodar Jordy e, ao mesmo tempo, decidir se mantém Canella sem ampliar o desgaste no palanque de Flávio no Rio.
