O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), pré-candidato ao governo de São Paulo, afirmou nesta sexta-feira (19) que eventuais irregularidades atribuídas ao líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), devem ser investigadas e punidas.
A declaração foi dada um dia após a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e favorecimento político envolvendo pessoas ligadas ao antigo Banco Master. Segundo a Polícia Federal, Jaques Wagner e familiares teriam recebido benefícios indevidos por intermédio do empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.
Durante entrevista ao podcast Kritikê, Haddad afirmou que a aplicação da lei não deve depender de preferências políticas ou relações pessoais.
“O que você tem que defender é que a lei seja aplicada independentemente de torcida. Se uma pessoa próxima errou, eu vou lamentar, mas não posso desejar que a lei não seja aplicada”, declarou.
O petista também destacou a autonomia da PF e afirmou que a corporação tem liberdade para investigar agentes públicos de qualquer espectro político. Na entrevista, Haddad comparou a atuação da PF durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com gestões anteriores e afirmou que as instituições funcionam de forma independente.
A Operação Compliance Zero cumpriu 18 mandados de busca e apreensão na BA, em SP e no DF, além de medidas cautelares como proibição de contato entre investigados e suspensão de passaportes. A investigação teve início em 2025 e apura fraudes relacionadas ao Master, que entrou em liquidação extrajudicial por determinação do Banco Central.
