O pré-candidato à Presidência da República, Renan Santos (Missão), afirmou que a nova fase da Operação Compliance Zero, que mirou Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula (PT), no Senado, “reforça a relação entre o Partido dos Trabalhadores e o escândalo do Banco Master”.
Durante agenda em Melgaço, na Ilha do Marajó, no Pará, Renan classificou o caso como mais um episódio da “história de corrupção do PT”.
“O PT e o Banco Master sempre tiveram tudo a ver”, afirmou o dirigente do Partido Missão.
Para ele, as investigações envolvendo Jaques Wagner e pessoas próximas ao senador colocam sob suspeita um dos principais quadros históricos da legenda e exigem esclarecimentos sobre movimentações financeiras, patrimônio e vínculos com o grupo econômico investigado.
Renan argumenta que Jaques Wagner desempenhou papel importante na estrutura política do PT no Nordeste e associa seu nome às discussões sobre o chamado crédito cesta e às operações financeiras posteriormente relacionadas ao Banco Master. Para o pré-candidato, a apuração da Polícia Federal representa um novo capítulo de desgaste para o partido.
O político também menciona o ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa, apontado por Renan como integrante do núcleo político petista na Bahia. Na avaliação do pré-candidato, as investigações lembram a dinâmica observada durante o escândalo do Mensalão, quando diversas lideranças próximas ao presidente foram alvo de apurações.
