Enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) disputam a liderança das pesquisas eleitorais para presidente da República, no pelotão logo abaixo um nome desponta como surpresa: Renan Santos, pré-candidato pelo recém-criado partido Missão, varia de 3% a 6% no eleitorado geral, consolidando-se na terceira colocação, em empate técnico com outros nomes da “terceira via”, conforme as mais recentes sondagens feitas por diferentes institutos.
Embora o índice de Renan Santos ainda esteja bem abaixo da pontuação dos líderes, o pré-candidato vem apresentando um crescimento constante desde que foi lançado para presidente. Aos 42 anos, Renan Santos é músico e nunca disputou uma eleição. Apesar de ser um novato, aparece tecnicamente empatado com veteranos como Ronaldo Caiado (PSD), que há 37 anos disputa eleições, e à frente de outros políticos muito conhecidos, como Romeu Zema (Novo).
Fundação do MBL
Renan Santos nasceu em 1984, em São Paulo, filho de um advogado e de uma psicóloga. Morou na Mooca (zona leste) e ingressou na faculdade de Direito da USP, mas abandonou o curso antes de se formar. Em seu perfil no Instagram, apresenta-se como guitarrista da banda Limão Rosa.
Começou a ganhar fama durante os protestos que tomaram as ruas do Brasil em junho de 2013. Na ocasião, sua principal bandeira era a rejeição da Proposta de Emenda Constitucional 37. Apresentada em 2011 pelo então deputado federal Lourival Mendes (PTdoB-MA), a proposta proibia o Ministério Público de investigar crimes. Com a mobilização popular, a PEC foi rejeitada pela Câmara dos Deputados.
Em 2014 Renan Santos fundou o MBL, cujo embrião foi um grupo político com perfil semelhante criado por ele mesmo em Vinhedo (SP). Após impulsionar o impeachment de Dilma Rousseff, ocorrido em 2016, o MBL apoiou iniciativas do governo de Michel Temer (PMDB) e, em 2018, a candidatura de Jair Bolsonaro, então no PSL, à Presidência.
Em 2019, o grupo rompeu com o então presidente que ajudou a eleger e, na eleição de 2022, defendeu o voto nulo, o que gerou uma onda de ataques perpetrados por aliados de Bolsonaro.
