O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, lançou neste sábado (30) uma plataforma para receber sugestões da sociedade civil sobre temas que poderão integrar o plano de governo dele, que será lançado em julho.
Haddad afirmou que o feminicídio virou uma praga no estado e que São Paulo não pode correr o risco de “virar o Rio de Janeiro”.
Ele também criticou o serviço da Sabesp, companhia de água e esgoto que foi privatizada na gestão atual. A empresa tem sido de alvo de reclamações de consumidores, além de estar envolvida em crises, como a explosão que matou duas pessoas na Zona Oeste da capital paulista após o rompimento de uma tubulação de gás em uma obra da companhia de saneamento.
Em conversa com jornalistas, o pré-candidato, que avalia incluir no plano de governo uma proposta de reestatização da Sabesp, voltou a falar do assunto:
“Olha, eu penso que foi tudo feito de maneira muito açodada, eu era contra fazer. Na Europa, mais de 200 companhias de saneamento foram reestatizadas, justamente pelos problemas que nós estamos enfrentando. Cai a qualidade do serviço e aumenta a conta de água, é o que está acontecendo com os trabalhadores. Pode perguntar aos funcionários da sua empresa, ao seu local de trabalho, pede para a pessoa conferir o que está acontecendo. Nós estamos pagando um lucro exorbitante para a Sabesp, eles vão praticamente pagar em dividendos aquilo que eles pagaram pela companhia, em pouquíssimos anos, e nós vamos ficar com um problema, eles vão ficar com uma solução.”
O evento deste sábado também foi tratado como uma agenda política de peso, com a presença e discursos de lideranças da base aliada do PT, como PCdoB, PSOL e PSB.
Os ex-ministros Márcio França e Simone Tebet foram convidados, mas tinham outros compromissos de agenda. A ex-ministra Marina Silva esteve presente, discursou e alfinetou o governo Tarcísio ao dizer que não dá para governar São Paulo só com políticas de privatização.
