O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta 6ª feira (29.mai.2026) estar “muito triste” com a decisão dos Estados Unidos de classificarem as facções criminosas brasileiras PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho como “terroristas”. Disse que, como consequência, poderia haver intervenção dos norte-americanos no país. O governante declarou ainda que o Brasil combaterá a atuação dessas facções.
“Estou muito triste hoje com a notícia de que o secretário dos Estados Unidos da América do Norte, um tal de Marco Rubio, disse que os nossos criminosos são terroristas e que os americanos podem fazer intervenção. Por que estou triste? Primeiro porque esse tal de Comando Vermelho e esse tal de PCC são terroristas para as comunidades brasileiras, para a sociedade brasileira, para o povo da periferia desse país, eles são terroristas. Incomodam famílias, bairros, cidades. Roubam tudo. São terroristas e nós vamos combatê-los aqui dentro. Não são os terroristas que o Trump quer. O Trump quer o Osama bin Laden”, afirmou durante evento da Petrobras em Sergipe.
Diferentemente do que afirmou o presidente, o comunicado do governo dos EUA não diz que poderia haver intervenção no Brasil. O documento (íntegras em PDF em inglês [804kB] e em português [147 kB]) do Departamento de Estado norte-americano (equivalente ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil), comandado por Marco Rubio, diz que “continuará usando todas as ferramentas disponíveis no combate a facções criminosas”.
Há situações em que a Casa Branca de fato considera o uso da força em nações estrangeiras para combater o que considera organizações terroristas, mas antes sempre há preferência por ações de estrangulamento econômico, interrompendo “os fluxos de receita que financiam narcoterroristas violentos”, como diz o comunicado.
