Empatados tecnicamente em Minas Gerais na corrida pelo Palácio do Planalto segundo diversas pesquisas eleitorais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) ainda têm palanques indefinidos no estado, considerado um espelho do eleitorado brasileiro.
Enquanto Lula aguarda uma definição sobre o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), nome preferido dele para disputar o governo mineiro, Flávio administra a divisão interna na direita: uns querem apoiar o governador Mateus Simões (PSD), outros preferem o senador Cleitinho (Republicanos-MG), enquanto uma ala defende candidatura própria. No PT, a avaliação é que Pacheco espera apenas um motivo para desistir da empreitada. O presidente nacional da legenda, Edinho Silva, tenta uma reunião com o senador em busca de uma definição nos próximos dias. Já aliados de Pacheco dizem que ele aguarda um gesto do Palácio do Planalto e condições claras para a campanha. Mas, sobretudo, alertam que a candidatura ao governo passa por uma recomposição de Lula com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
A relação, que já estava estremecida, vive seu pior momento desde que Alcolumbre atuou pela reprovação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF (Supremo Tribunal Federal). O presidente do Senado queria que Lula indicasse Pacheco. Ao ser ignorado, atuou contra Messias.
Após a derrota histórica do governo com a rejeição de Messias, passou a circular a possibilidade de o PT procurar o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT). Outra opção seria apoiar o empresário Josué Alencar (PSB), filho do ex-vice-presidente José Alencar, que ocupou o cargo nos dois primeiros mandatos de Lula.
No PL, Flávio, segundo apurou a CNN, pediu mais tempo para definir o candidato ao governo estadual. Além de o diretório mineiro estar dividido, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro quer adiar a decisão ainda na esperança de compor com o ex-governador Romeu Zema (Novo) já no primeiro turno.
