No cardápio, há desde oferta de estágios a linhas de crédito focadas em menores de 30 anos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estuda medidas para retomar o diálogo com o eleitorado jovem, que se afastou do petista. As pesquisas eleitorais mais recentes mostram uma adesão do eleitorado de 16 a 24 anos a candidatos de direita, como Flávio Bolsonaro (PL) e Renan Santos (Missão). Em 2022, foi justamente uma campanha de retirada do título de eleitor por menores de 18 anos que ajudou na vitória do petista sobre Jair Bolsonaro (PT).
A avaliação no Palácio do Planalto é de que apesar de ter atendido o eleitorado jovem com programas educacionais, como o Pé de Meia e a ampliação do ProUni, estão faltando medidas de oportunidade no mercado de trabalho. Essa avaliação é refletida em levantamentos eleitorais, que mostram que eleitorado jovem tem rejeitado o governo petista pela falta de perspectiva no mercado de trabalho formal, bem como pela narrativa de aumento da carga tributária. Recentemente, o governo federal relançou o Projovem, cujo objetivo é qualificar profissionalmente jovens menores de 30 anos, mas a medida foi avaliada como “tímida”.
Por isso, o presidente solicitou iniciativas que possam ser anunciadas ainda neste ano que facilitem a entrada no mercado de trabalho de brasileiros entre 16 e 24 anos. Uma das iniciativas estudadas é uma parceria entre os setores público e privado na oferta de estágios ou trainees em grandes empresas do país. O governo petista também considera a abertura de uma linha de crédito, com juros menores, para quem está no início da carreira profissional e busca abrir um negócio.
