Entrada do MDB na chapa de Tarcísio de Freitas, com a transferência de Ramuth, traz reflexos no xadrez eleitoral e na sucessão de Tarcísio. A entrada do MDB na vice da chapa de reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo tem impactos não só na campanha deste ano, mas também na sucessão estadual de 2030. A transferência do atual vice-governador, Felício Ramuth, do PSD para o MDB, foi articulada pessoalmente por Tarcísio. O objetivo é assegurar a permanência de Ramuth na chapa, sem que isso signifique um rompimento com Gilberto Kassab, presidente do PSD.
Isso porque, segundo aliados, Kassab teria ameaçado não oferecer a legenda para Ramuth concorrer ao posto de vice novamente, almejado pelo próprio dirigente partidário, mas sem anuência de Tarcísio. Segundo um aliado próximo a Tarcísio, como a campanha à reeleição do governador não poderia correr o risco de perder apoio do PSD, o movimento foi de Felício se abrigar no MDB após atuação de Tarcísio, num ato de contenção de danos para ambos os lados.
