O deputado estadual Marcelo Aguiar (PL-SP) foi detido na madrugada desta segunda-feira (19), após disparar contra o chão uma arma de fogo em uma casa noturna no Itaim Bibi, na zona oeste da capital paulista.
Segundo a denúncia, o episódio ocorreu após uma discussão envolvendo mulheres e um homem que teria pedido para o político deixar o local. O parlamentar foi levado à delegacia e liberado posteriormente. Marcelo Theodoro de Aguiar nasceu em São Paulo e tem 53 anos. Antes de ingressar na política, construiu carreira como cantor, inicialmente no gênero sertanejo e, depois, na música gospel.
Aguiar começou a se apresentar ainda criança. Aos oito anos, participou do programa de calouros de Raul Gil e conquistou o primeiro lugar. Na sequência, investiu na carreira musical e lançou discos de música sertaneja. Uma de suas canções de destaque foi “Não dá para fazer amor sem ter você”, composta por Zezé Di Camargo.
Em 2000, foi convidado a integrar a banda gospel Renascer Praise, ligada à Igreja Renascer em Cristo. Em 2001, lançou o primeiro álbum solo gospel, “Eu Amo Te Amar”.
Marcelo Aguiar entrou na política em 2008, quando foi eleito vereador de São Paulo pelo Partido Social Cristão (PSC), com 41.506 votos. Em 2010, conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados, também por São Paulo, com 98.842 votos.
Ele não foi eleito nas eleições de 2014, mas assumiu como suplente e exerceu mandato federal entre 2015 e 2019. Durante a passagem pela Câmara, votou a favor da PEC do Teto de Gastos e da reforma trabalhista, em 2017. Também votou contra o prosseguimento de denúncias que poderiam levar à investigação do então presidente Michel Temer.
Em 2018, tentou a reeleição como deputado federal, mas não obteve votos suficientes. Em 2020, concorreu novamente à Câmara Municipal de São Paulo e, em 2022, disputou uma vaga na Assembleia Legislativa paulista, ficando como suplente.
Aguiar assumiu o mandato de deputado estadual em 6 de janeiro de 2025. Nas eleições deste ano, Marcelo concorreu como deputado estadual, mas não obteve votos suficientes para se reeleger e ficou como suplente.
De acordo com a denúncia, o deputado teria importunado mulheres e discutido com um homem que pediu que ele deixasse a casa noturna.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo disse que, durante o desentendimento, teria ocorrido o disparo acidental. A arma, uma pistola calibre 380, foi apreendida e a perícia foi acionada.
Imagens registradas após o episódio mostram o parlamentar aparentemente embriagado e com dificuldades para caminhar enquanto era conduzido à delegacia, algemado. Aguiar permaneceu em silêncio durante o depoimento. A arma foi apreendida.
Ainda segundo a SSP, o caso foi registrado como disparo de arma de fogo no 14º Distrito Policial de Pinheiros, mas as investigações serão conduzidas pelo 15° DP. O deputado foi liberado após ser detido.
Em nota, a assessoria do deputado disse que o parlamentar estava sob efeito de medicamentos fortes, que provocaram uma reação adversa. “Neste momento, o deputado está em casa e passará por consulta médica. Reitera que confia na Justiça e tem a convicção de que todos os fatos serão devidamente esclarecidos no momento oportuno”, diz o texto.
