O presidente Lula (PT) participou de um ato neste domingo (11), na Avenida Paulista, ao lado de lideranças como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o candidato derrotado do PT ao governo paulista, Fernando Haddad, as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) e o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL).
O ato foi organizado pela União Nacional do Estudantes (UNE) e por Centros Acadêmicos universitários, que se mobilizaram espontaneamente após o resultado do primeiro tuno. Ao longo da semana, ganhou também a adesão de movimentos organizados da esquerda. Lula confirmou a presença apenas na véspera, quando era claro que a mobilização seria grande.
As fotos aéreas mostram que o público ocupou diversos quarteirões da via. A ONG More in Common, porém, que costuma estimar a contagem de grandes concentrações na avenida Paulista, não deve divulgar dados porque não teve autorização para fotografar a região com drones.
Na chegada do ato, Lula criticou a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro(PL) e determinou a derrubada do canal — “Exército do Lula”, no WhatsApp. Criado após o primeiro turno, o canal é comandado pelo deputado André Janones (Rede) e tem mais de três milhões de membros. Mais tarde, a decisão foi suspensa e o canal voltou a funcionar.
— Eu acho um absurdo. Acho que nossos advogados vão ter que entrar com pedido de explicação. Há alguns dias estou percebendo muitas decisões tendenciosas contra a nossa candidatura. Não vamos permitir se seja fechado um canal que um deputado que está pedindo para as pessoas votarem em mim. Não é possível que o STF não tenha um comportamento civilizado, republicano de permitir que as eleições flua sem interferência da justiça — afirmou Lula, antes da suspensão da decisão.
